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10 videoclipes marcantes lançados em 2025

Ao longo de 2025 muitos videoclipes interessantes foram lançados, selecionamos alguns, que por diferentes motivos, nos chamaram a atenção. Não é uma lista dos “melhores”, pois arte não é competição e sim, expressão. Então, esperamos que se divirtam com essa pequena curadoria. Tenham uma ótima translação!

Hekátē (Ricochet)

Hekátē é uma banda feminina formada em Atenas, na Grécia. A canção Ricochet integra o seu segundo álbum, Μαύρη Τρύπα, lançado em 2025. O grupo traz críticas sociais ácidas, através da lente anarcopunk, e forte trabalho de sintetizadores. Videoclipe simples mas muito legal, que brinca com o conceito de luz e sombras. 

Messa (The Dress)

Originada na Itália em 2014, Messa talvez seja uma das bandas mais instigantes da atualidade. Possui uma sonoridade sombria de difícil classificação, mas muito ancorada no doom metal psicodélico. Em The Dress, o vestido de veludo azul (velvet, blue dress) é a metáfora que representa a diferença entre as aparências e os sentimentos internos. Ou seja, serve para esconder o sofrimento e o vazio. A canção integra o álbum The Spin.

Mclusky ("people person")

Mclusky é uma banda britânica de post-hardcore formada em 1996. É conhecida pelas letras irônicas e confrontacionais, frequentemente atacando hipocrisia social, performatividade emocional e relações mediadas por cinismo. “People person”, lançada em 2025 no álbum The World Is Still Here and So Are We, segue exatamente essa linha: o título já é uma ironia, pois a música desmonta a ideia de uma “pessoa sociável”.

Castle Rat (Wizard)

Os nova-iorquinos da Castle Rat fazem uma fusão de heavy metal, stoner rock e doom metal, utilizando fantasias medievais e performances teatrais como parte central de sua estética. Seus videoclipes e canções apresentam uma produção de caráter retrô. A letra de Wizard aborda a dualidade interna da figura de um mago: apesar de seu poder mágico, existe uma criatura cowering (acovardada) dentro dele, revelando que até mesmo os mais poderosos enfrentam medos e vulnerabilidades.

Gaupa (Ten Of Twelve)

Formada na Suécia, a Gaupa lançou o seu mais recente mini-álbum, o FYR, em 2025. Sendo considerado o trabalho mais pesado da banda até o momento. Ten Of Twelve usa imagens surrealistas e simbólicas para explorar a sensação de ser deslocado, confuso ou fora de ritmo — substituindo a ideia de sorte (o galo) por uma espécie de existência errática e desordenada.

Pacta Corvina (Às margens do Lucro)

Banda antifascista de Red & Anarchist Black Metal, que aborda temáticas sociais, políticas e ambientais. Formada em 2021, no Rio Grande do Sul, Brasil. “Às margens do Lucro” é inspirada na enchente que assolou o estado, em maio de 2024, onde é possível ver uma imagem da inundação na abertura do videoclipe e na sequência os integrantes afundando na água lamacenta. A crítica é direcionada a relação de exploração e abandono dentro do capitalismo, para que poucos possam acumular riquezas; refletindo uma ganância destrutiva. Pesado e sombrio.

The Baboon Show (Could You Be It?)

Mais uma banda sueca por aqui com o punk rock / rock’n’roll energético da The Babbon Show. “Could You Be It?” é uma música sobre a busca incessante por algo indefinido — um sentimento, um propósito ou uma conexão — e a pergunta repetida ao outro (poderia ser você?) funciona tanto como um convite quanto uma reflexão sobre quem ou o que pode preencher esse vazio emocional.

El Umbral (¿Hasta Cuándo?)

E não poderiam faltar nossos queridos hermanos da El Umbral, banda independente formada em Montevideo (Uruguai), em atividade desde 1999. Influenciados pelo punk, pós-punk, hardcore, rock e grunge. Lançaram diversos álbuns, EPs e singles ao longo da sua trajetória, além de participarem de várias coletâneas. Seu álbum mais recente intitulado Retorno (Acción & Restitución), foi lançado em 2025. ¿Hasta Cuándo? questiona por quanto tempo alguém pode fugir de si mesmo antes de aceitar seus sentimentos e assumir seus sonhos.

Ozzy Osbourne, Billy Morrison & Steve Stevens (Crack Cocaine)

Crack Cocaine usa a imagem de uma droga como metáfora para um relacionamento complicado e viciante. A letra fala de amor que te controla, te enlouquece e não te solta, apesar de saber que pode ser prejudicial. A colaboração surgiu de forma orgânica entre Morrison, Stevens e Ozzy, e é parte do projeto solo de Morrison que reúne vários artistas. Sendo um dos últimos trabalhos notáveis em estúdio do Príncipe das Trevas, antes de partir em julho de 2025.

Portishead (Roads’ 2025 – Together For Palestine)

Roads é a música mais conhecida do álbum de estreia Dummy (1994), da banda inglesa Portishead. Com uma sonoridade atmosférica e viajante, reforçada pelos vocais melancólicos de Beth Gibbons, a letra aborda a ideia de uma batalha interna, marcada por dúvidas e inseguranças, em um clima introspectivo, sugerindo uma desconexão existencial e inquietação diante de aparentes escolhas erradas. Esta versão ao vivo foi gravada no The Cube Microplex, em Bristol, para o evento Together for Palestine, um concerto beneficente que angariou fundos para a causa palestina na Faixa de Gaza.

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